Artes e Entretenimento no modelo social do Antigo Testamento

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos 

Chegamos ao último texto dessa série baseada no livro Modelo Social do Antigo Testamento, da Landa Cope.

E eu confesso que escrever esses posts foi mais do que simplesmente produzir conteúdo para o blog. Foi uma jornada. Uma forma de olhar para a Bíblia com mais profundidade e perceber que Deus nunca quis ser apenas uma parte pequena da nossa vida.

Ele quer tocar tudo.

Falamos sobre governo, economia, educação, família, igreja, ciência, comunicação… e agora, para fechar, chegamos a um tema que muita gente nem imagina como espiritual: artes e entretenimento.

Mas esse capítulo deixa claro que isso também faz parte do Reino.

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Amo a arte da fotografia
Agradeço a Deus por ter me dado esse dom

Deus se importa com beleza

Uma das coisas mais marcantes no Antigo Testamento é perceber como Deus não é apenas um Deus de leis e mandamentos, mas também um Deus de beleza.

O tabernáculo, por exemplo, foi construído com detalhes artísticos, cores, tecidos, símbolos, design. Deus escolheu artesãos específicos, cheios de habilidade, para criar algo belo.

Isso diz muito.

A arte nunca foi um acessório. Ela sempre foi linguagem. Sempre foi expressão. Sempre foi uma forma de refletir algo maior.

A beleza também glorifica a Deus.

Entretenimento também discipula

Aqui entra um ponto importante que Landa Cope levanta: artes e entretenimento não são neutros.

O que uma sociedade consome em filmes, músicas, livros, séries, jogos e cultura popular molda valores, desejos e visão de mundo.

O entretenimento ensina.

Ele forma mentalidades.

Ele normaliza comportamentos.

E talvez por isso a pergunta provocadora da autora continue tão forte: por que tantas nações cheias de cristãos ainda são tão quebradas em tantos aspectos?

Talvez porque a fé ficou restrita ao privado, enquanto o entretenimento continuou discipulando a cultura por outro caminho.

O cristão não foi chamado para se isolar

A resposta nunca foi fugir da cultura.

O chamado sempre foi ser luz dentro dela.

Cristãos precisam estar presentes também nesse campo, porque artes e entretenimento são uma das maiores forças formadoras de uma sociedade.

A questão não é apenas o que assistimos.

É o que estamos produzindo.

É o que estamos apoiando.

É o que estamos comunicando através da beleza e das histórias.

Exemplos práticos para viver isso hoje

Quero deixar alguns exemplos simples, porque esse tema parece distante, mas está presente no cotidiano de todo mundo.

1. Consumir entretenimento com discernimento

Não é sobre viver com medo ou culpa, mas sobre perguntar:

Isso me aproxima de Deus ou me endurece?

Isso promove valores do Reino ou banaliza o pecado?

Discernimento é maturidade espiritual.

2. Apoiar artistas cristãos e conscientes

Muita gente tem dons incríveis, mas se sente deslocada dentro da própria igreja.

Valorize músicos, escritores, fotógrafos, cineastas, designers.

Arte também é vocação.

3. Produzir beleza como forma de adoração

Você não precisa ser um artista profissional.

Pode glorificar a Deus criando beleza no que faz:

  • uma fotografia que transmite paz

  • um texto que inspira

  • um vídeo que edifica

  • um projeto criativo que aponta para esperança

Tudo isso é Reino.

4. Contar histórias que tragam luz

Jesus ensinava com histórias.

Histórias têm poder.

Filmes têm poder.

Livros têm poder.

O entretenimento pode ser uma ponte para comunicar esperança em um mundo cansado.

5. Ser presença cristã na cultura

Cristãos precisam estar na educação, na política, na economia… e também nas artes e no entretenimento.

Porque cultura também é campo de missão.

Encerrando essa jornada

Chegar ao fim dessa série me faz pensar que o evangelho é muito maior do que muitas vezes reduzimos.

Deus não quer apenas transformar indivíduos.

Ele quer transformar famílias, cidades, culturas, estruturas, sociedades.

E o Antigo Testamento, como Landa Cope mostra, já apontava para isso.

O Reino de Deus toca tudo.

E talvez o grande desafio seja esse: viver uma fé que não se limita ao domingo, mas que atravessa todas as áreas da vida.

Se você acompanhou essa série até aqui, muito obrigado.

De verdade.

Espero que esses textos tenham despertado algo em você, assim como despertaram em mim.

Se algum capítulo te marcou mais, me conta nos comentários. Vou amar saber.

E se você chegou agora, fique à vontade para explorar os outros posts aqui do blog. Tem muita coisa sobre Bíblia, fotografia, livros, vida e propósito.

Que Deus nos ajude a viver um evangelho completo.

Um evangelho que transforma tudo.

📌Leia mais textos desta série: Comunicação e o papel do cristão no mundo moderno

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Até a próxima,
Rafael Augusto,
Criador do Blog Foco na Vida

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