Um texto para os que se dizem cristãos
⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos
Eu sei que o título pode soar meio polêmico à primeira vista, mas esse é um daqueles textos necessários. E já deixo claro: não é um ataque aos cristãos — até porque eu também sou cristão. A intenção aqui é outra.
Quero que repensemos, juntos, a forma como temos agido e como lidamos com as pessoas ao nosso redor. Afinal, a nossa vida sempre vai falar mais alto do que qualquer discurso, e quem nos observa como cristãos acaba tomando nossas atitudes como referência.
A verdade é que, hoje, muita gente tem se afastado de qualquer coisa relacionada ao cristianismo. Vejo pessoas evitando esse assunto, mantendo distância, e até criticando nas redes sociais esse estilo de vida — sim, ser cristão é um estilo de vida. E aí fica a pergunta: como chegamos a esse ponto?
Não dá pra apontar o dedo sem antes olhar pra nós mesmos. A responsabilidade é compartilhada. Mesmo que você não cometa alguns dos erros que vou citar ao longo do texto, todos nós temos uma parte nisso. E justamente por isso estou escrevendo: pra que possamos, com humildade, orientar uns aos outros e agir de uma forma que respeite o espaço e a dignidade das pessoas ao nosso redor.
E vou citar alguns erros que tenho visto com frequência nesse meio.
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“Pelo fruto se conhece a árvore.” (Mateus 12:33) |
Julgamentos
Um dos erros que vejo com frequência entre muitos cristãos é o julgamento alheio. E isso aparece de várias formas: seja por causa de uma postura conservadora, seja por religiosidade em excesso, alguns acabam rejeitando pessoas por sua orientação sexual, estilo de vida ou visão política. Mas quando olhamos para o que Jesus realmente ensinou, percebemos que esse tipo de atitude não combina com Ele.
Jesus foi direto: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mateus 7:1). E ainda reforçou: “Não condenem, e não serão condenados” (Lucas 6:37). Esses ensinamentos não são sobre concordar com tudo, mas sobre entender que o julgamento não é nosso papel.
A verdade é que ninguém se aproxima de Deus por causa de críticas ou condenações. As pessoas chegam pela forma como são tratadas, pelo acolhimento, pelo respeito e pelo exemplo de vida. E quando alguém se sente observado ou diminuído, naturalmente se afasta — não só da fé, mas de qualquer ambiente que cause esse tipo de desconforto.
Se queremos que as pessoas se sintam à vontade ao nosso lado, o caminho é simples: respeito, empatia e uma vida que fale por si.
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Evangelização errada
Outro ponto delicado é a evangelização feita do jeito errado. Isso acontece quando alguns cristãos tentam “evangelizar” em momentos ou lugares totalmente inadequados — como no ambiente de trabalho, no meio de um atendimento ou até quando alguém está passando por uma situação de fragilidade emocional.
Às vezes, a pessoa só precisa ser ouvida. Está deprimida, angustiada, querendo desabafar… e o que ela recebe é um “vou orar por você” como resposta imediata. Não que orar seja errado — de forma alguma —, mas nem sempre é o que a pessoa precisa ouvir naquele momento. Muitas vezes, o que faria diferença de verdade seria simplesmente estar presente, ouvir com atenção e oferecer apoio humano.
Também existem aqueles comentários clássicos do tipo: “Você precisa ir para a igreja” ou “Você precisa orar mais”, como se isso resolvesse qualquer situação difícil. Só que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e seu jeito de viver a espiritualidade. Empurrar religião em momentos sensíveis só afasta.
A verdade é que a forma mais bonita de evangelizar não é falando, mas vivendo. Jesus ensinou: “Que a sua luz brilhe diante dos outros, para que vejam as suas boas obras” (Mateus 5:16). Não é sobre pressionar; é sobre inspirar. Não é sobre imposição; é sobre cuidado.
Estar ao lado de alguém, ouvir sem julgar e agir com gentileza já é, por si só, uma forma de levar luz. Ore pela pessoa se desejar — mas silenciosamente, no seu coração. Deixe que sua vida fale mais alto do que qualquer frase pronta.
Exemplo de vida
Exemplo de vida é tudo. Antes de qualquer palavra, a primeira coisa que as pessoas reparam é na maneira como um cristão se comporta no dia a dia. Não adianta ser uma pessoa boa só dentro da igreja. Não adianta se autodeclarar cristão e não mostrar isso nas atitudes — e aqui estou falando de coisas simples mesmo, desde tratar bem a atendente do supermercado até estender a mão para alguém que está passando necessidade.
Também não resolve colocar “cristão” na bio e, ao mesmo tempo, ter comportamentos nas redes sociais que não combinam com aquilo que se diz acreditar. As pessoas percebem quando a vida não conversa com o discurso. É incoerência — e incoerência sempre afasta.
A própria Bíblia reforça essa ideia quando diz: “Pelos frutos vocês os reconhecerão” (Mateus 7:16). Ou seja, não é sobre falar, é sobre viver. Não é sobre título, é sobre prática. E isso vale para todos nós que lidamos com fé: a luz que mostramos no cotidiano fala muito mais alto do que qualquer frase bonita.
No fim das contas, o testemunho mais forte é a nossa postura. Ser gentil, agir com compaixão, ouvir sem atacar, respeitar o espaço do outro… tudo isso prega muito mais do que qualquer discurso preparado.
Conclusão
Concluindo, pra mim evangelização vai muito além de chamar alguém pra ir à igreja ou dizer que ela “está precisando”. Evangelizar é viver de um jeito tão íntegro, tão cheio de boas obras e tão alinhado ao caráter de Cristo, que a própria pessoa passa a se interessar pela fé que seguimos. É inspirar, não pressionar. É despertar curiosidade, não impor caminho.
E quando chegar o momento certo de falar algo, que a gente tenha sabedoria — porque cada coração tem seu tempo, sua história e sua sensibilidade. Nem toda abordagem é necessária, e nem todo silêncio é omissão; às vezes, o maior ato evangelístico é simplesmente ser presente, gentil e verdadeiro.
Agora eu queria muito ouvir você: já passou por alguma situação desconfortável sendo “evangelizado” no momento errado ou da forma errada? Ou já viu alguém passar por isso? Compartilha aí nos comentários — tua experiência pode ajudar muita gente a repensar a forma de abordar o próximo com mais respeito e amor.
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Até a próxima,
Rafael Augusto,
Criador do Blog Foco na Vida
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Muito interessante a parte da evangelização em um momento inadequado, já passei por uma situação assim e isso acaba prejudicando o entendimento.
ResponderExcluirSim, tudo tem que ser feito com sabedoria.
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